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Fuga!
Eu não sei o que me aflige!
Se é a carência de paixão
Ou o fogo que de mim exige.
Será que, no mote da esperança
Eu busquei, algo dentro de mim
Insistentemente e fragilizada,
E que custa-me encontrar, enfim,
Nesta vida, ou em outra passada?
Tento achar os motivos que levam alguém,
Por quem você tem afeto e é amada,
A agredir-lhe, em forma de palavras,
Que ferem mais do que uma bofetada!
Às vezes, penso sair por aí, sem destino,
Tentar ser feliz, como em sonhos, imagino.
Sem raízes que me prendem à terra.
Sem ninguém comigo, sem dependência
Material, emocional ou de carência!
Viver em paz, isenta de suplícios.
Libertar as forças que em meu peito encerra
Gritar bem alto, sem dores e sacrifícios!
Estou cansada de ser “certinha”,
Quero perder-me por aí, sozinha!
E, se alguém nesse caminho houver,
Eu vou amá-lo, como e quando eu quiser!
Eu quero pisar a terra macia
Quero beber da pura água!
E, para não chorar, que eu sorria.
Cantar, para extravasar
Escrever, para desabafar




