Notícia: O YÔGA ANTIGO É FASCINANTE
Adicionada em 16 / 03 / 2008 às 13h 42m
Surpreendentemente, é o público mais jovem que adota o Yôga mais antigo. Por que será? Acreditamos que seja pelo fato de os jovens terem um senso crítico mais exacerbado e um sentimento de esperança na Humanidade. Assim sendo, por mais que se criem novidades nos Estados Unidos para mero consumo, boa parte da opinião pública manifesta uma grande receptividade para as linhas mais ancestrais. Essas são, necessariamente, menos comerciais. Não têm o foco nos benefícios, pois não desejam aliciar. Não são correntes místicas, pois não querem doutrinar ninguém. A principal escola que preconiza essa orientação é o SwáSthya Yôga, no Brasil há mais de quarenta anos. Contudo, ninguém é perfeito, o SwáSthya é um tronco de Yôga radical. Tem que sê-lo para conseguir preservar as propostas ortodoxas e tradicionais que os ocidentais geralmente não cumprem e, muitas vezes, nem conhecem.
Não conhecem, pois a maciça maioria dos ramos de Yôga que chegou ao Ocidente surgiu na Idade Média. Para nós, medieval é antigo. Contudo, para o Yôga ancestral, que tem mais de 5.000 anos de idade, as linhas criadas nos séculos VIII a XIII depois de Cristo pertencem à divisão moderna. Nasceram nada menos que 4.000 anos depois da origem do Yôga primitivo!
Mesmo quando os ocidentais são informados a respeito das premissas e propostas comportamentais do Yôga Antigo, muitos não o assimilam, pois precisariam mudar hábitos e vícios arraigados durante toda uma vida desregrada. O Yôga Antigo não abre concessões: o praticante não deve fumar, tomar bebidas alcoólicas, nem ingerir drogas. No entanto, o que se vê são praticantes e até instrutores de linhas modernosas que tomam seu vinhozinho, ou fumam seu baseado. Seu argumento é o de que estamos no Ocidente, estamos no século XXI, as pessoas não aceitariam uma proposta mais séria. Essa premissa é falsa. As pessoas querem, sim, um Yôga mais purista, mais exigente. A prova é o número de praticantes de SwáSthya Yôga: mais de um milhão hoje, só no nosso país, fora os dos Estados Unidos, Argentina, Portugal, Espanha, França, Inglaterra, Alemanha e outros países para os quais o SwáSthya já se expandiu. Ora, um instrutor de Yôga que use drogas é um perigo para a população, pois pode muito facilmente induzir seus alunos ao vício e ainda lhes fornecer o entorpecente ou alucinógeno.
, ao ver um Yôga tão antigo e tão diferente, nem mesmo o reconhecem como Yôga, a não ser pelos mantras e pela meditação, que também fazem parte do acervo. Se estudassem a literatura especializada compreenderiam a fundamentação dessa escola primitiva. Mas não querem nem saber de travar contato com uma bibliografia que os demova da sua posição cristalizada e preconceituosa.